Parlamentares do PT pedem prisão preventiva de Flávio Bolsonaro e inclusão na lista vermelha da Interpol
Programa de eventos que Flávio quer retomar ameaça ajuste e teve desvios. (Foto: Divulgação/Charles Vieira)
Três parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) solicitaram nesta terça-feira (27) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prisão preventiva do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O grupo também pediu que, caso a prisão seja decretada, o nome do parlamentar seja incluído na lista de alerta vermelho da Interpol.
O requerimento foi apresentado pelos deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG), além da deputada eleita Ana Elisa Santos (PT-MG). Entre os argumentos apresentados estão o descumprimento da determinação judicial para entrega dos passaportes e a possibilidade de que o senador tenha deixado o Brasil.
Os parlamentares solicitaram ainda que a defesa de Flávio informe seu paradeiro, que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste com urgência e que seja solicitada cooperação com a Argentina para identificar possíveis pessoas que tenham auxiliado o senador a deixar o país em um jato.
No documento encaminhado ao STF, os autores afirmam que a não entrega dos documentos, somada à falta de informações sobre a localização do senador, justificaria a adoção de medidas mais rigorosas para garantir o cumprimento da lei.
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Pedido menciona possível fuga e descumprimento de ordem judicial
Segundo os parlamentares, a Polícia Federal constatou que Flávio Bolsonaro não entregou os passaportes dentro do prazo estabelecido por Moraes. Para os autores do requerimento, o descumprimento da determinação, associado à incerteza sobre o paradeiro do senador, indicaria que as medidas cautelares existentes poderiam ser insuficientes.
O pedido de prisão preventiva, entretanto, depende de análise judicial. A solicitação dos parlamentares não significa que a prisão tenha sido decretada nem que a inclusão do senador na Interpol tenha sido determinada.
A inclusão na lista de alerta vermelho da organização internacional também não é automática. O procedimento depende do atendimento aos critérios aplicáveis e da análise das autoridades competentes.
Aliados dizem que Flávio está a caminho dos Estados Unidos
Em meio às movimentações judiciais, dois aliados de Flávio Bolsonaro confirmaram, segundo apuração do colunista Túlio Amâncio, do SBT News, que o senador estaria a caminho dos Estados Unidos acompanhado da família.
De acordo com os relatos atribuídos aos interlocutores, a saída teria sido organizada de última hora e mantida sob sigilo. Apenas dois correligionários políticos teriam sido informados previamente sobre o plano.
Os aliados também afirmaram que o embarque para os Estados Unidos teria ocorrido a partir de uma localidade argentina diferente de Puerto Iguazú, cidade inicialmente mencionada por veículos de imprensa do país vizinho como possível ponto de partida.
Ainda conforme os relatos, Flávio considera que está sendo alvo de perseguição política após perder o segundo turno da eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Até que haja confirmação oficial dos registros migratórios ou manifestação das autoridades envolvidas, as informações sobre o trajeto devem ser atribuídas às fontes que as divulgaram.
Deputado da oposição fala em “exílio”
O deputado federal Mauricio Marcon (PL-RS), vice-líder da oposição na Câmara dos Deputados, publicou um vídeo na rede social X afirmando que Flávio Bolsonaro teria deixado o Brasil “rumo ao exílio”.
A declaração reforça a repercussão política do caso, que envolve a situação dos passaportes, a localização do senador e os pedidos apresentados ao Supremo Tribunal Federal.
O episódio ocorre após a derrota eleitoral de Flávio e em meio a investigações conduzidas pela Polícia Federal. A eventual adoção de novas medidas judiciais dependerá da análise do ministro Alexandre de Moraes e das manifestações das autoridades competentes.
