André Fernandes adere a caminhada liderada por Nikolas Ferreira em protesto contra prisão de Bolsonaro

 André Fernandes adere a caminhada liderada por Nikolas Ferreira em protesto contra prisão de Bolsonaro

André Fernandes e Nikolas Ferreira durante a “Caminhada pela Liberdade” até Brasília. (Foto: Reprodução/Redes sociais @andrefernandes)

O deputado federal André Fernandes (PL-CE) aderiu, nesta segunda-feira (19), à chamada “Caminhada pela Liberdade”, mobilização iniciada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) em protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos condenados pelos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

A manifestação teve início na cidade de Paracatu, no noroeste de Minas Gerais, e tem como objetivo percorrer cerca de 240 quilômetros até Brasília, com previsão de chegada no próximo domingo (25). Até a primeira parada, na noite de segunda-feira, Nikolas informou que o grupo já havia caminhado aproximadamente 38 km.

André Fernandes foi o primeiro parlamentar a se unir presencialmente à caminhada. Até a manhã desta terça-feira (20), também passaram a integrar o ato o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO) e Zucco (PL-RS). A expectativa dos organizadores é de que outros políticos se juntem ao percurso nos próximos dias.

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Presidente do PL no Ceará, André justificou a participação afirmando que a mobilização é uma reação ao que classificou como “uso do aparato judicial como instrumento de vingança pessoal e política”, citando diretamente a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro como exemplo.

A caminhada é uma resposta ao veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a um projeto de lei aprovado pelo Congresso no fim de 2025 que reduzia a dosimetria das penas aplicadas aos condenados por atos golpistas. O veto foi anunciado durante cerimônia oficial em alusão aos eventos de 8 de janeiro, o que motivou reação imediata de parlamentares da base bolsonarista.

Jair Bolsonaro está preso desde novembro de 2025, quando começou a cumprir pena superior a 27 anos de reclusão por participação na trama golpista. Inicialmente detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, o ex-presidente foi transferido no dia 15 de janeiro para uma Sala de Estado-Maior da Polícia Militar, no prédio conhecido como Papudinha, nas proximidades do Complexo Penitenciário da Papuda.

A mobilização tem sido divulgada nas redes sociais como um ato simbólico de resistência política e deve ganhar novos desdobramentos ao longo da semana, à medida que o grupo se aproxima da capital federal.