Operação cumpre 30 mandados de busca e apreensão contra integrantes de torcidas organizadas no CE

 Operação cumpre 30 mandados de busca e apreensão contra integrantes de torcidas organizadas no CE

A terceira fase da Operação Apito Final foi deflagrada pelo Núcleo de Investigação Criminal, do Ministério Público do Ceará. (Foto: Divulgação/ MPCE)

O Ministério Público do Ceará (MPCE) deflagrou nesta terça-feira (27) a terceira fase da Operação Apito Final, cumprindo 30 mandados de busca e apreensão contra integrantes de torcidas organizadas dos clubes Ceará e Fortaleza suspeitos de envolvimento em brigas e tumultos em diferentes cidades do Estado. Os mandados foram executados em Fortaleza e Maracanaú, com apoio do Departamento Técnico Operacional (DTO) da Polícia Civil do Ceará (PCCE).

Além das buscas, a Justiça Estadual proibiu os investigados de frequentar qualquer evento esportivo envolvendo os clubes Ceará e Fortaleza. Segundo o MPCE, os suspeitos podem responder por crimes como tumulto, associação criminosa, homicídio, lesão corporal grave e seguida de morte, entre outros.

O MPCE informou que a terceira fase da operação foi deflagrada após análise de materiais apreendidos em etapas anteriores, que indicavam a atuação de membros das torcidas no planejamento de ataques contra grupos rivais. A investigação também aponta que os suspeitos fabricavam artefatos explosivos e utilizavam armas de fogo de forma irregular durante as ações.

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O contexto mais recente do conflito envolve um episódio na noite de quinta-feira (22), quando torcedores de Fortaleza e Ceará se envolveram em confronto na BR-116, na altura do bairro Conjunto Palmeiras, em Fortaleza, após a partida entre Fortaleza e Horizonte, realizada no Município de Horizonte. Durante o episódio, um torcedor foi baleado na cabeça e preso sob suspeita de portar uma arma de fogo.

A Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF) divulgou nota oficial contestando a versão da Polícia Militar sobre a posse da arma pelo integrante baleado e criticando a escolta realizada. A TUF afirmou que a rota da caminhada estava previamente acordada com as autoridades, que falharam em impedir o incidente, e que o torcedor Adolfo, baleado durante o confronto, é uma pessoa sem antecedentes e vítima da situação. A nota também questiona a cobertura da imprensa, pedindo que sejam consideradas todas as versões envolvidas.

Segundo a Polícia Militar, após o término da partida, indivíduos atiraram pedras e objetos contra o ônibus que transportava torcedores. Policiais militares que acompanhavam o veículo dispersaram a multidão, mas ocupantes de outro veículo efetuaram disparos contra o ônibus, levando os militares a reagirem. Imagens obtidas pela reportagem mostram membros de torcidas organizadas de Fortaleza e Ceará envolvidos na confusão.

O MPCE reforça que a operação busca desarticular ações violentas de torcidas organizadas, impedir a escalada de conflitos e responsabilizar criminalmente os envolvidos, com medidas cautelares que incluem proibição de frequentar estádios e eventos esportivos.