Ataque a tiros em escola no Acre deixa duas servidoras mortas e dois feridos

 Ataque a tiros em escola no Acre deixa duas servidoras mortas e dois feridos

Ataque deixou duas servidoras do Instituto São José mortas. (Foto: Amanda Oliveira/Rede Amazônica Acre)

Um ataque a tiros dentro de uma escola em Rio Branco deixou mortos e feridos entre alunos e servidores na tarde desta terça-feira (5). O caso ocorreu em uma unidade de ensino da capital acreana e gerou momentos de desespero entre quem estava no local.

De acordo com informações das autoridades, o autor do ataque é um adolescente que entrou armado na escola e efetuou diversos disparos. Duas funcionárias foram atingidas e morreram ainda no local. Outras pessoas ficaram feridas, entre elas estudantes e servidores, sendo socorridas por equipes de emergência.

Relatos de testemunhas apontam que o ataque causou confusão inicial, já que alguns alunos chegaram a pensar que os barulhos eram de obras ou atividades externas. Em seguida, ao perceberem a gravidade da situação, professores orientaram os estudantes a se abrigarem dentro das salas de aula, enquanto outros tentaram deixar o prédio às pressas.

Equipes da Polícia Militar do Acre e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foram acionadas rapidamente e prestaram socorro às vítimas. As servidoras mortas foram identificadas como Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos, e Raquel Sales Feitosa, de 37. Uma outra funcionária foi baleada no pé e uma aluna, de 11 anos, levou um tiro na perna. Segundo o governo do Acre, os feridos foram encaminhados para o pronto-socorro. Elas já receberam alta do hospital.

Raquel e Alzenir foram mortas em ataque a tiros no Acre — Foto: Reprodução

O adolescente suspeito foi apreendido pelas forças de segurança pouco depois do ataque. As circunstâncias e a motivação do crime ainda estão sendo investigadas pelas autoridades, que devem apurar como o jovem teve acesso à arma e se houve algum tipo de planejamento prévio.

Diante do ocorrido, as atividades escolares foram suspensas até sexta-feira (8) por questões de segurança, e equipes de apoio psicológico foram mobilizadas para atender alunos, familiares e profissionais da educação impactados pelo episódio.

O caso gerou forte comoção em todo o estado do Acre e reacendeu o debate sobre segurança em ambientes escolares, especialmente em relação ao controle de acesso e prevenção de violência dentro das unidades de ensino.