Trump diz que EUA têm “controle total” sobre o Estreito de Ormuz e eleva tensão com o Irã

 Trump diz que EUA têm “controle total” sobre o Estreito de Ormuz e eleva tensão com o Irã

Presidente afirmou que nenhum navio pode entrar ou sair sem a aprovação da Marinha americana. (Foto: Molly Riley/Casa Branca – 03.01.2026)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (23) que o país tem “controle total” sobre o Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

A declaração foi feita em publicação na rede Truth Social, onde Trump disse que nenhum navio pode entrar ou sair sem autorização da Marinha americana e que o estreito está “totalmente lacrado” até que o Irã aceite um acordo.

O Estreito de Ormuz é responsável por uma parcela significativa do transporte global de petróleo, sendo considerado um dos pontos mais sensíveis da geopolítica mundial.

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A atual crise envolve confrontos diretos entre Estados Unidos, Irã e aliados, com impactos já visíveis no comércio marítimo e no preço da energia. Em meio ao conflito, o fluxo de navios na região chegou a cair drasticamente, com embarcações evitando a área por questões de segurança.

Além da declaração sobre controle total, Trump também afirmou que ordenou à Marinha dos EUA que “atire e destrua” embarcações que estejam lançando minas no estreito, intensificando o tom militar da crise.

Segundo ele, operações de desminagem já estão em andamento, com o objetivo de garantir o domínio da rota.

Pressão por acordo com o Irã

A estratégia dos EUA inclui o bloqueio marítimo como forma de pressionar o governo iraniano a negociar. Trump tem repetido que o estreito permanecerá fechado até que haja um acordo.

Ao mesmo tempo, o presidente afirmou que o Irã enfrenta instabilidade interna, citando disputas entre grupos políticos no país — o que, segundo ele, dificulta qualquer avanço nas negociações.

A situação aumenta o risco de uma escalada maior no Oriente Médio, já que o controle do Estreito de Ormuz é vital para o abastecimento global de energia.

Especialistas alertam que qualquer bloqueio prolongado pode gerar: alta no preço do petróleo, impacto direto na economia global e risco de novos confrontos militares.