Desenrola 2.0: chegou a hora de renegociar as dívidas; veja regras
Programa vai beneficiar famílias com dívidas até R$ 5 mil. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo)
Alívio para famílias… e respiro parcial para os bancos. O Desenrola 2.0, novo programa de renegociação de dívidas do governo, chega com a proposta de aliviar o bolso de milhões de brasileiros e, de quebra, pode dar algum fôlego às instituições financeiras.
O programa oferece descontos de até 90% e juros de no máximo 1,99% ao mês na renegociação de contas em atraso no cartão, no cheque especial, no crédito especial e até no Fies, fora a possibilidade de pagamento com o saldo do FGTS. E já está disponível para todos que ganham até R$ 8.105 por mês, além de estudantes, produtores rurais, micro e pequenas empresas.
>> Participe do canal do MÍDIA no WhatsApp
Pelos cálculos do mercado, os bancos podem recuperar até R$ 10 bilhões, mas o ganho é limitado, pois boa parte dessas dívidas era considerada de difícil recuperação, o que exige descontos relevantes, e ainda há risco de calotes.
Nubank (ROXO34) e Itaú (ITUB4) aparecem como os principais candidatos a colher algum alívio no curto prazo na Bolsa, além de construtoras como Cury (CURY3) e MRV (MRVE3), que dependem de crédito de longo prazo.
Quem pode participar do Desenrola 2.0
Podem aderir ao programa:
- Pessoas físicas com renda de até 5 salários mínimos (cerca de R$ 8,1 mil)
- Quem tem dívidas feitas até 31 de janeiro de 2026
- Débitos com atraso entre 90 dias e até 2 anos
Além disso, o programa foi ampliado e também inclui:
- Estudantes com dívidas do Fies
- Micro e pequenas empresas (inclusive MEIs)
- Produtores rurais
Principais regras e condições
O Desenrola 2.0 traz condições mais atrativas para renegociação:
- 💸 Descontos de 30% a até 90% nas dívidas
- 📉 Juros limitados a 1,99% ao mês
- 📆 Parcelamento em até 48 meses
- ⏳ Até 35 dias para começar a pagar
- 💰 Limite de até R$ 15 mil renegociados por banco
- 🏦 Possibilidade de usar parte do FGTS para quitar dívidas
Outro ponto importante: dívidas pequenas (como até R$ 100) podem ser automaticamente retiradas dos cadastros de inadimplência.
Quais dívidas entram no programa
O foco são dívidas bancárias e financeiras, como:
- Cartão de crédito
- Cheque especial
- Empréstimos pessoais (CDC)
- Crédito rotativo
- Dívidas do Fies
Esses são justamente os tipos de débito com juros mais altos — por isso o programa mira esse público.
Com informações: Investidor10 e Agência Brasil
