Após mortes em academias, Decon recomenda medidas de segurança e cobra protocolos em Fortaleza
O objetivo das notificações, segundo o Decon, é assegurar que a atividade física seja realizada com segurança por toda a população. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
Após uma sequência de mortes registradas em academias na Região Metropolitana de Fortaleza, o Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon) emitiu uma série de recomendações para reforçar a segurança nos estabelecimentos voltados à prática de atividades físicas.
A medida ocorre depois que, nos últimos 10 meses, seis alunos morreram enquanto treinavam em academias da região, acendendo um alerta para os riscos e a necessidade de maior controle nesses ambientes.
Atestado médico, avaliação e acompanhamento passam a ser prioridade
Entre as principais orientações do Decon está a exigência de que academias solicitem atestado médico no ato da matrícula, além de realizarem uma avaliação física prévia dos alunos antes do início das atividades.
Outro ponto considerado essencial é o acompanhamento constante por profissionais habilitados, garantindo que os exercícios sejam feitos de forma segura e adequada ao perfil de cada pessoa.
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As academias também devem implementar protocolos de emergência, com preparo para agir rapidamente em situações críticas, como mal súbito, paradas cardíacas ou acidentes durante os treinos.
As recomendações não ficam só nas academias físicas. Empresas que intermediam o acesso a esses serviços, como plataformas de benefício corporativo voltadas a atividades físicas, também devem seguir as mesmas diretrizes de segurança.
18 academias são notificadas e podem ser punidas
Como parte da ação, o Decon notificou 18 estabelecimentos, que terão um prazo de 10 dias para informar quais medidas estão adotando para cumprir as recomendações.
Os nomes das academias não foram divulgados oficialmente pelo Ministério Público do Estado do Ceará, que acompanha o caso.
Em caso de descumprimento, os estabelecimentos podem ser responsabilizados civil e administrativamente, com base na legislação de defesa do consumidor.
Além disso, o Conselho Regional de Educação Física da 5ª Região e o Sindicato das Empresas de Condicionamento Físico do Estado do Ceará também foram acionados para intensificar a fiscalização e orientar o setor.
Aumento de casos motivou ação das autoridades
De acordo com o Ministério Público, o conjunto de medidas foi motivado pelo crescimento de ocorrências graves durante a prática de exercícios físicos em academias, incluindo mortes e acidentes.
A intenção é clara: evitar novos casos e garantir que a atividade física, essencial para a saúde, não se transforme em risco por falta de preparo ou negligência.
